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Um poema à sexta...

Poesia ao nascer do dia Tu que dormes a noite na calçada de relento Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento És meu irmão amigo És meu irmão  E tu que dormes só no pesadelo do ciúme Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume E sofres o Natal da solidão sem um queixume És meu irmão amigo És meu irmão  Natal é em Dezembro Mas em Maio pode ser Natal é em Setembro É quando um homem quiser Natal é quando nasce uma vida a amanhecer Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher  Tu que inventas ternura e brinquedos para dar Tu que inventas bonecas e combóios de luar E mentes ao teu filho por não os poderes comprar És meu irmão amigo És meu irmão  E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei És meu irmão amigo És meu irmão  Natal é em Dezembro Mas em Mai...

Livros no Natal

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Biblioteca Pública de Lauenburge Elbe

Imagens com livros 10

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Imagens com livros 9

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Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra  Esta biblioteca foi fundada em 1537 com o estabelecimento da universidade, e reconstruída em 1725. A menor e mais distinta área da biblioteca é a Biblioteca Joanina, um ícone de arquitetura e beleza. A biblioteca abriga cerca de 250 mil volumes, que abrangem áreas da medicina à filosofia. Por ter sido construída e decorada completamente por artistas portugueses, é um dos monumentos nacionais mais valorizados no país.    Aspeto da Biblioteca Joanina (imagem daqui )

Um poema à sexta...

ANTEMANHÃ O mostrengo que está no fim do mar veio das trevas a procurar a madrugada de um novo dia, do novo dia sem acabar; e disse, «Quem é que dorme a lembrar que desvendou o Segundo Mundo, nem o Terceiro quer desvendar?» E o som na treva de ele rodar faz mau o sono, triste o sonhar. Rodou e foi-se o mostrengo servo que seu senhor veio aqui buscar. Que  veio aqui seu senhor  chamar- chamar Aquele que está dormindo e foi outrora senhor do Mar. Fernando Pessoa, Mensagem

Outras cabeças, outros leitores... 2

A minha imaginação     É graças à minha imaginação e interesse pelas coisas que eu gosto de ler.   Ler é muita coisa! Pode ser leitura informativa, realista, ambientalista…   Eu não sei bem que tipo de leitora me tornei, eu gosto de ler as mais variadas coisas, eu leio um pouco de tudo e gosto muito, pois assim tenho uma pequena ideia do que se passa à minha volta, é uma forma de sonhar.     Eu sou leitora desde muito nova, antes eu lia a partir dos desenhos, era muito engraçado e divertido, pois eu descrevia tudo o que observava.   Agora, leio por outros meios, pelas letras, é completamente diferente; Por graça, fiz uma experiência: l ia um livro e quando o acabava de ler, voltava ao início e contava-o de novo, mas por desenhos. Adorei a experiência! Um dos aspetos importantes que me ajudaram a ler e a gostar de ler foi a escola, foi fundamental.   Eu gosto muito de ler e aconselho a toda a gente que também goste, lendo e aprend...

Imagens com livros 8

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Onde é que a leitura leva a tua imaginação?  Ao sabor do vento, do pensamento.  Onde vais tu chegar?  E por onde passas, nessa viagem sem horas marcadas, sem destino certo, só ao sabor da mente e do pensamento?  À alegria de viajar, cá dentro...  À satisfação de saber mais, de pensar e sonhar... Conta-me tu: onde te levam as palavras do livros que lês? Que palavras te trazem aqui? Imagem daqui

Um poema à sexta...

Sangue   Versos escrevem-se depois de ter sofrido. O coração dita-os apressadamente. E a mão tremente quer fixar no papel os sons dispersos... É só com sangue que se escrevem versos. Saúl Dias, in "Sangue"

Outras cabeças, outros leitores... 1

Que leitor sou?             Para mim, os livros são como os doces... São bons, saborosos e um pecado que cometo. Gosto de ler a qualquer hora do dia, a qualquer momento do ano.             Claro que, às vezes, quando me embrenho nas minhas leituras, esqueço-me completamente do que tinha para fazer. Infelizmente, isto acontece-me várias vezes. Mas, como se diz, até aos melhores acontece.             Posso classificar-me como um leitor guloso. Gosto de tudo o que tenha aventura, mistério, ou até uma pitada de romance ou terror. Enfim, de tudo um pouco!             Comecei a desenvolver as minhas qualidades de leitor precocemente, quando o meu avô e a minha mãe me ensinaram a ler. Tinha apenas dois anos e meio...        ...

Imagens com livros 7

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Biblioteca do Trinity College  (Dublin, Irlanda)

Um poema à sexta...

Por Todos os Caminhos do Mundo   A minha poesia é assim como uma vida que vagueia pelo mundo, por todos os caminhos do mundo, desencontrados como os ponteiros de um relógio velho, que ora tem um mar de espuma, calmo, como o luar num jardim nocturno, ora um deserto que o simum veio modificar, ora a miragem de se estar perto do oásis, ora os pés cansados, sem forças para além. Que ninguém me peça esse andar certo de quem sabe o rumo e a hora de o atingir, a tranquilidade de quem tem na mão o profetizado de que a tempestade não lhe abalará o palácio, a doçura de quem nada tem a regatear, o clamor dos que nasceram com o sangue a crepitar. Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo norte. Que ninguém me peça nada. Nada. Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia, com a minha noite que nem sempre é noite como a alma quer. Não sei caminhos de cor. Fernando Namora, in 'Mar de Sargaços'

Imagens com livros 6

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Biblioteca Internacional do Livro Infantil, Tóquio https://www.facebook.com/improbableslibrairiesimprobablesbibliotheques

Um poema à sexta...

Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia   Eu ontem passei o dia Ouvindo o que o mar dizia. Chorámos, rimos, cantámos. Falou-me do seu destino, Do seu fado... Depois, para se alegrar, Ergueu-se, e bailando, e rindo, Pôs-se a cantar Um canto molhado e lindo. O seu hálito perfuma, E o seu perfume faz mal! Deserto de águas sem fim. Ó sepultura da minha raça Quando me guardas a mim?... Ele afastou-se calado; Eu afastei-me mais triste, Mais doente, mais cansado... Ao longe o Sol na agonia De roxo as aguas tingia. «Voz do mar, m isteriosa; Voz do amor e da verdade! - Ó voz moribunda e doce Da minha grande Saudade! Voz amarga de quem fica, Trémula voz de quem parte...» . . . . . . . . . . . . . . . . E os poetas a cantar São ecos da voz do mar! António Botto, in 'Canções'

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Bolsa de livros em Tournai, Bélgica

Um poema à sexta...

Chove. Há Silêncio   Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego... Tão calma é a chuva que se solta no ar (Nem parece de nuvens) que parece Que não é chuva, mas um sussurrar Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. Chove. Nada apetece... Não paira vento, não há céu que eu sinta. Chove longínqua e indistintamente, Como uma coisa certa que nos minta, Como um grande desejo que nos mente. Chove. Nada em mim sente... Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Atreve-te a ler!

Todos os meses a Biblioteca da Ferreira Dias lança este desafio: atreve-te a ler! Dá a sugestão de um livro e propõe que escrevam sobre ele. É a oportunidade de descobrir escritores desconhecidos e títulos interessantes: Espreitem aqui !

Imagens com livros 4

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  Livros em miniatura in: https://www.facebook.com/improbableslibrairiesimprobablesbibliotheques

Um poema à sexta...

  Viagem     É o vento que me leva. O vento lusitano. É este sopro humano Universal Que enfuna a inquietação de Portugal. É esta fúria de loucura mansa Que tudo alcança Sem alcançar. Que vai de céu em céu, De mar em mar, Até nunca chegar. E esta tentação de me encontrar Mais rico de amargura Nas pausas da ventura De me procurar... Miguel Torga, in 'Diário XII'

Imagens com livros 3

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Charles Shultz, Peanuts

Escolas sem plano nacional de leitura?

Vejam como é... AQUI...

Um poema à sexta...

Eu sou a Menina Gotinha de Água,  Gotinha azul do mar,  Que fui nuvem no ar,  Chuva abençoada,  Fonte a cantar,  Ribeiro a saltar,  Rio a correr,  e que volta à sua casa  Casa no mar  Onde vai descansar  Dormir e sonhar   Antes que de novo  Torne a ser  Nuvem no ar,  Chuva abençoada,  Fonte a cantar,  Ribeiro a saltar,  Rio a correr  E mar  Uma vez mais.  Papiniano Carlos

Imagens com livros 2

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Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, Portugal

Gigões e anantes

Gigões são anantes muito grandes. Anantes são gigões muito pequenos. Os gigões diferem dos anantes porque uns são um bocado mais outros são um bocado menos. Era uma vez um gigão tão grande, tão grande, que não cabia. – Em quê? – O gigão era tão grande que nem se sabia em que é que ele não cabia! Mas havia um anante ainda maior que o gigão, e esse nem se sabia se ele cabia ou não. Só havia uma maneira de os distinguir: era chegar ao pé deles e perguntar: Mas eram tão grandes que não se podia lá chegar! E nunca se sabia se estavam a mentir! Então a Ana como não podia resolver o problema arranjou uma teoria: xixanava com eles e o que ficava xubiante ou ximbimpante era o gigão, e o anante fingia que não. A teoria nunca falhava porque era toda com palavras que só a Ana sabia. E como eram palavras de toda a confiança só queriam dizer o que a Ana queria. MANUEL ANTÓNIO PINA O Têpluquê e outras histórias

Manuel António Pina (1943-2012)

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Manuel António Pina nasceu em 1943, no Sabugal, na Beira Alta; vivia no Porto desde os 17 anos numa casa com muitos gatos, que lhe davam material de sobra para os poemas. Durante a infância, foi-lhe difícil fazer amigos. Andou de terra em terra por causa da profissão do pai que era chefe das Finanças e também tinha o cargo de juiz das execuções fiscais. A família nunca chegava a ficar mais de seis anos em cada localidade. Foi o pai que o ensinou a ler e a escrever mesmo antes de ir para a escola e treinava a ler os títulos do jornal 1º de Janeiro . Desde os seis ou sete anos que escrevia poemas, que a sua mãe guardava, e embora só tivesse publicado o primeiro livro de poemas em 1974, começou a escrevê-lo em 1965. Apesar de ter pensado ir para a Academia Militar, licenciou-se em direito em Coimbra. Foi tendo vários empregos: nas Contribuições e Impostos, a fazer inquéritos de rua, agência de informações comerciais, na Comissão dos Vinhos Verdes e ainda foi vendedor e deu ...

Um poema à sexta...

 FUMO Longe de ti são ermos os caminhos, Longe de ti não há luar nem rosas, Longe de ti há noites silenciosas, Há dias sem calor, beirais sem ninhos! Meus olhos são dois velhos pobrezinhos Perdidos pelas noites invernosas... Abertos, sonham mãos cariciosas, Tuas mãos doces, plenas de carinhos! Os dias são Outonos: choram... choram... Há crisântemos roxos que descoram... Há murmúrios dolentes de segredos... Invoco o nosso sonho! Estendo os braços! E ele é, ó meu Amor, pelos espaços, Fumo leve que foge entre os meus dedos!...              Florbela Espanca

Imagens com livros 1

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Aqui há livros:     Biblioteca Clementinum, Praga

Verdades...

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Dia da alimentação: conselhos úteis.

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Direitos do leitor (2)

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Blog Action Day 2012

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Mais uma vez, iniciamos o ano deste blogue escolar com a publicação no Blog Action Day, dia em que blogues ao redor do mundo escrevem sobre um tema, de forma a consciencializarem os leitores sobre a sua import â ncia. Este ano, «The power of we» aponta-nos a necessidade de união, união para conseguirmos objetivos, para partilharmos experiências, para, em momentos mais difíceis, conseguirmos ultrapassar dificuldades. Porque estamos numa sociedade em que as pessoas se preocupam consigo e com os seus em detrimento dos valores sociais, é altura de sensibilizar quem nos rodeia para as vantagens da união. Já sabemos que é ela que faz a força e apontamos exemplos que devemos conhecer e partilhar. Aqui começo: o Banco Alimentar conta a fome que em Portugal angaria cada vez mais toneladas de comida para quem precisa apenas com a ajuda de voluntários, sendo eles particulares ou organizações (como os escuteiros) que doam tempo, bens ou serviços. Na escola, todos os anos se inicia uma recolha d...

25 de Abril, sempre!

25 DE ABRIL Esta é a madrugada que eu esperava o dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo. Sophia de Mello Breyner Andresen

Um poema à sexta.

Porque foi dia da mulher, hoje é dia de Florbela... Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou... Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! Sinto os passos de Dor, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar! E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atrás de mim, sem me largar! Atenção ao filme sobre a vida desta poetisa que estreou esta semana. Vale a pena ver !

Metafísica

“Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...    Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.    Mas porque a amo, e amo-a por isso,    Porque quem ama nunca sabe o que ama    Nem por que ama, nem o que é amar...” Alberto Caeiro
Soneto de Fidelidade De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinícius de Moraes
Saudades Saudades! Sim... talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte Que bem pensara vê-lo até à morte Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte Deve-nos ser sagrado como pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar Mais a saudade andasse presa a mim! Florbela Espanca

Um poema à sexta.

A Leitora A leitora abre o espaço num sopro subtil. Lê na violência e no espanto da brancura. Principia apaixonada, de surpresa em surpresa. Ilumina e inunda e dissemina de arco em arco. Ela fala com as pedras do livro, com as sílabas da sombra. Ela adere à matéria porosa, à madeira do vento. Desce pelos bosques como uma menina descalça. Aproxima-se das praias onde o corpo se eleva em chama de água. Na imaculada superfície ou na espessura latejante, despe-se das formas, branca no ar. É um torvelinho harmonioso, um pássaro suspenso. A terra ergue-se inteira na sede obscura de palavras verticais. A água move-se até ao seu princípio puro. O poema é um arbusto que não cessa de tremer. António Ramos Rosa, in "Volante Verde"

Semana da Leitura - o livro.

A um Livro   No silêncio de cinzas do meu Ser Agita-se uma sombra de cipreste, Sombra roubada ao livro que ando a ler, A esse livro de mágoas que me deste. Estranho livro aquele que escreveste, Artista da saudade e do sofrer! Estranho livro aquele em que puseste Tudo o que eu sinto, sem poder dizer! Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma! O livro que me deste é meu, e salma As orações que choro e rio e canto! ... Poeta igual a mim, ai que me dera Dizer o que tu dizes! ... Quem soubera Velar a minha Dor desse teu manto! ... Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"  Conta-nos o que encontraste num livro que parecia escrito para ti!

Semana da Leitura - que livros são os nossos? Qual a sua função para nós?

Os Meus Livros Os meus livros (que não sabem que existo) São uma parte de mim, como este rosto De têmporas e olhos já cinzentos Que em vão vou procurando nos espelhos E que percorro com a minha mão côncava. Não sem alguma lógica amargura Entendo que as palavras essenciais, As que me exprimem, estarão nessas folhas Que não sabem quem sou, não nas que escrevo. Mais vale assim. As vozes desses mortos Dir-me-ão para sempre. Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda" Os meus livros estiveram sempre ao meu lado quando precisei de companhia, de ânimo, de distração. Como se fossem amigos indiscutíveis, levaram-me à descoberta de mundos e à descoberta de novas leituras nas mesmas páginas. Porque um livro não muda mas nós sim. E refletimo-nos nos livros que lemos e nos sentidos que neles achamos. Nesta Semana da Leitura da ESFD, vamos também falar de livros. Que vos dizem os vossos livros? Contem-me!

Semana da Leitura

     Começa hoje na nossa escola a semana dedicada à leitura. Apesar de lermos todos os dias (não é verdade?), nesta semana vamos contatar com diferentes práticas de leitura: com a grande cooperação da Biblioteca e dos colegas do grupo de português, haverá atividades que nos remetem para livros e leitura, um pouco para todos os gostos. Podem consultar melhor o programa na escola, nos cartazes de divulgação espalhados por todo o lado, junto do professor de português ou no link da biblioteca.       Para além da tradicional exposição de trabalhos feitos em vários anos e turmas do terceiro ciclo (e que coexiste com a dos colegas de artes, a tão fantástica «Todos diferentes, todos iguais», sobre a unidade na diversidade que é a nossa Ferreira), haverá o primeiro concurso de ortografia (vá, atreve-te: como se soletra otorrinolaringologista??), o segundo concurso de leitura em línguas estrangeiras, dramatizações, declamações de poemas, debates (...

Um poema à sexta.

Infância Sonhos enormes como cedros que é preciso trazer de longe aos ombros para achar no inverno da memória este rumor de lume : o teu perfume, lenha da melancolia . Carlos de Oliveira, in 'Cantata'

É meia-noite, chove e ela não está em casa...

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         Imagina: recusas-te a colaborar nas tarefas da casa porque a escola e todas as tuas atividades te impedem de arrumar as roupas e a papelada da escola, de lavar o prato sujo do lanche e de devolver o leite ao frigorífico! E agora estás por tua conta! Como farias?       Imagina... Imagina: uma mãe que desaparece! Um resgate enviado pelo próprio pai - ela só voltará se os filhos fizerem a cama todos os dias e não deitarem as toalhas molhadas para o chão. Os cinco irmãos reúnem-se e decidem não aceitar a chantagem, e a pobre senhora é encarcerada num orfanato para mães abandonadas. Um romance de aventura, mistério e paixão que retrata, como nenhum outro, a atribulada relação dos pais com os seus filhos adolescentes. E vice-versa...      É este o ponto de partida deste divertido livro de Isabel e Ana Stilwell, mãe e filha que, certamente, terão alguns conhecimentos sobre os atritos domésti...