A quantas andamos?

Daisypath Christmas tickers

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Imagens com livros 3

Charles Shultz, Peanuts

sábado, 27 de outubro de 2012

Escolas sem plano nacional de leitura?

Vejam como é...


AQUI...

Um poema à sexta...

Eu sou a Menina Gotinha de Água, 
Gotinha azul do mar, 
Que fui nuvem no ar,
 Chuva abençoada,
 Fonte a cantar,
 Ribeiro a saltar,
 Rio a correr, 
e que volta à sua casa
 Casa no mar
 Onde vai descansar
 Dormir e sonhar 
 Antes que de novo
 Torne a ser
 Nuvem no ar,
 Chuva abençoada,
 Fonte a cantar, 
Ribeiro a saltar, 
Rio a correr
 E mar
 Uma vez mais. 
Papiniano Carlos



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Imagens com livros 2

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, Portugal

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Gigões e anantes

Gigões são anantes muito grandes.
Anantes são gigões muito pequenos.
Os gigões diferem dos anantes porque
uns são um bocado mais outros são um bocado menos.

Era uma vez um gigão tão grande, tão grande,
que não cabia. – Em quê? – O gigão era tão grande
que nem se sabia em que é que ele não cabia!
Mas havia um anante ainda maior que o gigão,
e esse nem se sabia se ele cabia ou não.

Só havia uma maneira de os distinguir:
era chegar ao pé deles e perguntar:
Mas eram tão grandes que não se podia lá chegar!
E nunca se sabia se estavam a mentir!

Então a Ana como não podia
resolver o problema arranjou uma teoria:
xixanava com eles e o que ficava
xubiante ou ximbimpante era o gigão,
e o anante fingia que não.

A teoria nunca falhava porque era toda
com palavras que só a Ana sabia.
E como eram palavras de toda a confiança
só queriam dizer o que a Ana queria.


MANUEL ANTÓNIO PINA
O Têpluquê e outras histórias

Manuel António Pina (1943-2012)





Manuel António Pina nasceu em 1943, no Sabugal, na Beira Alta; vivia no Porto desde os 17 anos numa casa com muitos gatos, que lhe davam material de sobra para os poemas.
Durante a infância, foi-lhe difícil fazer amigos. Andou de terra em terra por causa da profissão do pai que era chefe das Finanças e também tinha o cargo de juiz das execuções fiscais. A família nunca chegava a ficar mais de seis anos em cada localidade. Foi o pai que o ensinou a ler e a escrever mesmo antes de ir para a escola e treinava a ler os títulos do jornal 1º de Janeiro. Desde os seis ou sete anos que escrevia poemas, que a sua mãe guardava, e embora só tivesse publicado o primeiro livro de poemas em 1974, começou a escrevê-lo em 1965.
Apesar de ter pensado ir para a Academia Militar, licenciou-se em direito em Coimbra. Foi tendo vários empregos: nas Contribuições e Impostos, a fazer inquéritos de rua, agência de informações comerciais, na Comissão dos Vinhos Verdes e ainda foi vendedor e deu aulas de português. Nos anos 80 exerceu advocacia mas desistiu da carreira para ir “trabalhar com palavras”.
Durante 30 anos, foi jornalista do Jornal de Notícias, onde começou a trabalhar em 1971 quando ainda cumpria o serviço militar. Nessa altura, em tempos de ditadura, assinava com os seus nomes do meio: António Mota. E como não podia aparecer nas fotografias das entrevistas ou reportagens de frente, os fotógrafos chamavam-lhe o Sr. Costas. Desde 2001 que era colaborador permanente do Público e escrevia também para outros jornais e revistas.
Foi professor da Escola Superior de Jornalismo do Porto e membro do Conselho de Imprensa. Foi bolseiro do Centro Internacional de Teatro de Berlim junto do Grips Theater, na Alemanha, e poeta residente convidado da cidade de Villeneuve-sur-Lot, em França.
Tinha mais de 50 livros publicados e muitos dos seus livros nasceram da leitura de ensaios, disse na entrevista que deu depois de receber o Prémio Camões 2011 ao Público.
Foi só depois do nascimento das suas filhas, a Sara em 1970 e a Ana em 1974, que começou a escrever literatura infantil. Em 1988 recebeu o Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) pelo conjunto da sua obra neste domínio. Em 1993, recebeu o Prémio Nacional de Crónica, Press Club/ Clube de Jornalistas.
O primeiro livro "para" crianças que Manuel António Pina escreveu tinha por título O País das Pessoas de Pernas para o Ar. Foi em 1973 e obrigou-o "a uma conversa com a PIDE, por ter desrespeitado a religião católica". Motivo: a história «O Menino Jesus não Quer Ser Deus».
Depois desta obra inicial, seguiram-se outras igualmente inovadoras, como Gigões & Anantes, O Têpluquê, Perguntem aos Vossos Gatos e Cães ou O Inventão.
Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema e à televisão, transpostas para BD, bem como musicadas e editadas em disco. Trabalhou muito com a Companhia de Teatro portuense «Pé de Vento».
(adaptado de Público online)

Um poema à sexta...



 FUMO
Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...              Florbela Espanca


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Imagens com livros 1

Aqui há livros:
  
Biblioteca Clementinum, Praga

Verdades...


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Blog Action Day 2012

Mais uma vez, iniciamos o ano deste blogue escolar com a publicação no Blog Action Day, dia em que blogues ao redor do mundo escrevem sobre um tema, de forma a consciencializarem os leitores sobre a sua importância. Este ano, «The power of we» aponta-nos a necessidade de união, união para conseguirmos objetivos, para partilharmos experiências, para, em momentos mais difíceis, conseguirmos ultrapassar dificuldades. Porque estamos numa sociedade em que as pessoas se preocupam consigo e com os seus em detrimento dos valores sociais, é altura de sensibilizar quem nos rodeia para as vantagens da união. Já sabemos que é ela que faz a força e apontamos exemplos que devemos conhecer e partilhar. Aqui começo: o Banco Alimentar conta a fome que em Portugal angaria cada vez mais toneladas de comida para quem precisa apenas com a ajuda de voluntários, sendo eles particulares ou organizações (como os escuteiros) que doam tempo, bens ou serviços. Na escola, todos os anos se inicia uma recolha de bens para ajudar alguma instituição ou mesmo para efetuar uma visita de estudo que a maioria não tem condições de pagar. E tu, o que conheces que possa ser considerado «ajuda em grupo»? E o que podes fazer para ajudar os outros?