A quantas andamos?

Daisypath Christmas tickers

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Semana da Leitura - atividades


Semana da Leitura na Escola - Programa


Imagens com livros 14



Labirinto feito com 250 000 livros. Previsto para Southbank, no centro de Londres, foi composto pelos artistas brasileiros Marcos Saboya e Gualter Pupo. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Um poema à sexta...


Eu, que sou feio...

Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te, sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.

Sentado à mesa dum café devasso.
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura.
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.

E, quando socorreste um miserável,
Eu que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.

«Ela aí vem!» disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
Na frescura dos linhos matinais.

Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, - talvez não o suspeites!-
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.

Ia passando, a quatro, o patriarca.
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.

Adorável! Tu muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma estátua de rei num pedestal.

Cesário Verde

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Um poema à sexta...


Cantiga de Amigo

     Nem um poema  nem um verso  nem um canto
     tudo raso de ausência  tudo liso de espanto
     e nem Camões  Virgílio  Shelley  Dante
 --- o meu amigo está longe
     e a distância é bastante.

     Nem um som  nem um grito  nem um ai
     tudo calado  todos sem mãe nem pai
     Ah não  Camões  Virgílio  Shelley  Dante!

 --- o meu amigo está longe
     e a tristeza é bastante.

     Nada  a não ser este silêncio tenso
     que faz do amor sozinho o amor imenso.
     Calai  Camões  Virgílio  Shelley  Dante:
     o meu amigo está longe
     e a saudade é bastante!

                    Ary dos Santos

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Um poema à sexta...

CANÇÃO
(Poema dedicado a Catarina Eufémia)

Na fome verde das searas roxas 
passeava sorrindo Catarina. 
Na fome verde das searas roxas 
ai a papoula cresce na campina! 

Na fome roxa das searas negras 
que levas, Catarina, em tua fronte? 
Na fome roxa das searas negras 
ai devoravam os corvos o horizonte! 

Na fome negra das searas rubras 
ai da papoula, ai de Catarina! 
Na fome negra das searas rubras 
trinta balas gritaram na campina. 

Trinta balas 
te mataram a fome, Catarina.

Papiniano Carlos

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Atreve-te a ler: janeiro/fevereiro.

Atreves-te? Vai aqui!Lê, pensa, escreve e podes ver o teu texto publicado!

Passatempos

Cliquem no link e vejam a quantidade de passatempos para ganhar livros: 

Papiniano Carlos (1918 - 2012)


O escritor Papiniano Carlos, um dos últimos representantes do neo-realismo português, morreu no passado dia cinco de dezembro, no Porto.
 O poeta, autor de Sonhar a Terra Livre e Insubmissa, que somava mais de 60 anos de militância comunista, contava 94 anos.
Papiniano Manuel Carlos Vasconcelos Rodrigues nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique, a 9 de Novembro de 1918, fixando-se no Porto, aos 10 anos, onde estudou.
Publicou o primeiro livro de poesia em 1942, Esboço, quatro anos antes de Terra com Sede, a sua estreia na ficção, e de Estrada Nova, com capa de Júlio Pomar, obra que seria apreendida pela PIDE, a polícia política da ditadura.
A adesão do escritor ao PCP remonta ao final da década de 1940, no pós-guerra, actuando na clandestinidade com o nome "Garcia", numa alusão ao poeta andaluz Federico Garcia Lorca.
Na mesma altura, depois de ter frequentado a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, dedicou-se ao ensino, que teve de abandonar, por se ter recusado a subscrever a “declaração anticomunista”, imposta pelo regime aos funcionários.
Deu explicações e foi delegado de propaganda médica. O escritor português foi preso três vezes pela PIDE.
Com Egito Gonçalves, Luís Veiga Leitão, António Rebordão Navarro e Daniel Filipe, dirigiu Notícias de Bloqueio, série de “fascículos de poesia”, publicados no Porto entre 1957 e 1961, designação da revista retirada do título de um poema de Egito Gonçalves.
Colaborou nas revistas Seara Nova e Vértice e integrou os corpos dirigentes do Círculo de Cultura Teatral do Teatro Experimental do Porto.
A Menina Gotinha de Água, para a infância, que viria a marcar o ressurgimento do género, a par das obras de Matilde Rosa Araújo, foi editada na década de 1960 e constitui um dos seus maiores êxitos editoriais.
Entre outros livros, Papiniano Carlos escreveu Mãe Terra (1948),As Florestas e os Ventos, A Rosa Nocturna (1961), A Ave sobre a Cidade (1973), O Rio na Treva (1975).
Na literatura infantil assinou ainda O Grande Lagarto da Pedra Azul e A Viagem de Alexandra.
Em 1998, publicou A Memória com Passaporte: Um tal Perafita na ‘Casa del Campo’ - Relato de um prisioneiro na PIDE do Porto em 1937.
Papiniano Carlos está representado na Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, Nueva Poesia Portuguesa e em La Poésie Ibérique de Combat, entre outras recolhas.

www.publico.pt

Imagens com Livros 11


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Um poema à sexta


RECOMEÇAR

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade.