A quantas andamos?

Daisypath Christmas tickers

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Um poema à sexta...

EncontroFelicidade, agarrei-te 
Como um cão, pelo cachaço! 
E, contigo, em mar de azeite 
Afoguei-me, passo a passo... 
Dei à minha alma a preguiça 
Que o meu corpo não tivera. 
E foi, assim, que, submissa, 
Vi chegar a Primavera... 
Quem a colher que a arrecade 
(Há, nela, um segredo lento...) 
Ó frágil felicidade! 
— Palavra que leva o vento, 
E, depois, como se a ideia 
De, nos dedos, a ter tido 
Bastasse, por fim, larguei-a, 
Sem ficar arrependido... 

Pedro Homem de Mello, in "Eu Hei-de Voltar um Dia"

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Um poema à sexta...

Belo Belo
Belo belo belo,

Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo - que foi? passou - de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

- Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.

Manuel Bandeira

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Um poema à sexta...

O peso de haver o mundo
O peso de haver o mundo

Passa no sopro de aragem
Que um momento o levantou,
Um vago anseio de viagem
Que o coração me toldou.

Será que em seu movimento
A brisa lembre a partida
Ou que a largueza do vento
Lembre o ar livre da ida?

Não sei, mas subitamente
Sinto a tristeza de estar
O sonho triste que há rente
Entre sonhar e sonhar.

Bernardo Soares

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Encontro com escritores na escola


Maria Teresa Maia Gonzalez


Na passada terça-feira, dia 29 de janeiro, esteve connosco, na Biblioteca da Escola, em atividade integrada na Semana da Leitura, a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez. Escritora portuguesa, nasceu em 1958, em Coimbra. Tinha quatro irmãos e a mãe era professora de matemática. Contou-nos algumas coisas sobre si, à medida que os alunos foram dando largas à sua curiosidade.

Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Franceses e Ingleses, na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Aos 24 anos começou a dar aulas de Língua Portuguesa, atividade que manteve até 1997, tanto em escolas oficiais como em particulares. Também lecionou Inglês e Francês.
Paralelamente, iniciou em 1989 carreira como escritora de literatura juvenil,sendo a coautora, com Maria do Rosário Pedreira, da coleção O Clube das Chaves, que já deu origem a mais de vinte livros. O primeiro livro intitulava-se Clube das Chaves Entra em Ação e foi com ele que ganharam um concurso literário organizado pela editora Verbo. 
Maria Teresa Maia Gonzalez escreveu também muitos livros a solo, como A Lua de Joana, onde aborda o problema da toxicodependência entre os jovens. Ficámos a saber que se inspirou no caso de um irmão e que fo um livro um pouco duro de escrever, devido às memórias familiares. O livro tem um grande sucesso, ultrapassando as 15 edições em Portugal, e foi traduzido na Albânia, Alemanha, Bulgária e Espanha. 
A solo lançou também a coleção Profissão Adolescente, assim como as peças de teatro Os Herdeiros da Lua de Joana, O Amigo do Computador e A Rapariga Voadora, na coleção Um Palco na Escola.
Entre outras coisas, ficámos a saber que nunca relê os seus livros, tendo por isso, ficado satisfeita ao ouvir a leitura de algumas passagens de livros seus, recordados por alunos nossos. Disse-nos mesmo que é assim que recorda pedaços que estão um pouco esquecidos. Disse-nos que o melhor prémio que tem é ser recebida por alunos, porque é um sinal de que leem e apreciam os seus livros. Visita escolas há 25 anos, à média de uma por semana. Aos nove anos, começou a escrever histórias que lia aos irmãos. A única história totalmente verídica é a contada em Contemplação da Coroa. Foi um momento bem passado pois a autora foi muito simpática com todos, trouxe-nos livros para a Biblioteca e os alunos ficaram com vontade de ler mais histórias suas. E, se calhar, nós também...




Algumas informações foram retiradas daqui: http://www.infopedia.pt/$maria-teresa-maia-gonzalez

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Imagens com livros 15

Algures em Berlim... 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um poema à sexta...

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:

Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!

Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.