A quantas andamos?

Daisypath Christmas tickers

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Onda Pina - um poema à sexta

A um Jovem PoetaProcura a rosa. 
Onde ela estiver 
estás tu fora 
de ti. Procura-a em prosa, pode ser 

que em prosa ela floresça 
ainda, sob tanta 
metáfora; pode ser, e que quando 
nela te vires te reconheças 

como diante de uma infância 
inicial não embaciada 
de nenhuma palavra 
e nenhuma lembrança. 

Talvez possas então 
escrever sem porquê, 
evidência de novo da Razão 
e passagem para o que não se vê. 

Manuel António Pina, in "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Sermão na Ferreira

    Na próxima semana, teremos na Ferreira a exploração de uma obra incontornável: o Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira. Vem ver os trabalhos inspirados por este sermão e conhecer alguns aspetos da sua época! 


Mais tarde, mostraremos a reportagem fotográfica da exposição.

Onda Pina - poema à sexta

Lugares da InfânciaLugares da infância onde 
sem palavras e sem memória 
alguém, talvez eu, brincou 
já lá não estão nem lá estou. 

Onde? Diante 
de que mistério 
em que, como num espelho hesitante, 
o meu rosto, outro rosto, se reflecte? 

Venderam a casa, as flores 
do jardim, se lhes toco, põem-se hirtas 
e geladas, e sob os meus passos 
desfazem-se imateriais as rosas e as recordações. 

O quarto eu não o via 
porque era ele os meus olhos; 
e eu não o sabia 
e essa era a sabedoria. 

Agora sei estas coisas 
de um modo que não me pertence, 
como se as tivesse roubado. 

A casa já não cresce 
à volta da sala, 
puseram a mesa para quatro 
e o coração só para três. 

Falta alguém, não sei quem, 
foi cortar o cabelo e só voltou 
oito dias depois, 
já o jantar tinha arrefecido. 

E fico de novo sozinho, 
na cama vazia, no quarto vazio. 
Lá fora é de noite, ladram os cães; 
e eu cubro a cabeça com os lençóis. 

Manuel Pina, in 'Um Sítio onde Pousar a Cabeça'

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Onda Pina - poema à sexta

Aos FilhosJá nada nos pertence, 
nem a nossa miséria. 
O que vos deixaremos 
a vós o roubaremos. 

Toda a vida estivemos 
sentados sobre a morte, 
sobre a nossa própria morte! 
Agora como morreremos? 

Estes são tempos de 
que não ficará memória, 
alguma glória teríamos 
fôssemos ao menos infames. 

Comprámos e não pagámos, 
faltámos a encontros: 
nem sequer quando errámos 
fizemos grande coisa! 

Manuel António Pina, in "Um Sítio onde Pousar a Cabeça"

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Onda Pina - Poema à sexta

Amor como em CasaRegresso devagar ao teu 
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que 
não é nada comigo. Distraído percorro 
o caminho familiar da saudade, 
pequeninas coisas me prendem, 
uma tarde num café, um livro. Devagar 
te amo e às vezes depressa, 
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo, 
regresso devagar a tua casa, 
compro um livro, entro no 
amor como em casa. 

Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Lobo Antunes: tenho um medo permanente de isto ter acabado»...

Porque há personalidades que só por serem como são já justificariam uma entrevista... Depois, a forma de escrita... Leiam uma entrevista a António Lobo Antunes aqui

terça-feira, 11 de novembro de 2014

São Martinho - lenda e costumes tradicionais

É no dia onze de novembro, data em que foi sepultado em Tours, França, que se comemora o dia de São Martinho. Fiquem a conhecer a história!

São Martinho, ou Martinho de Tours, nasceu em cerca de 316 na antiga cidade de Savaria, na Panónia, uma antiga província na fronteira do Império Romano, na atual Hungria. Filho de um comandante romano, cresceu na região de Pavia, em Itália, numa família pagã. Criado para seguir a carreira militar, foi convocado para o exército romano quando tinha quinze anos, viajando por todo o Império Romano do Ocidente.
Apesar de ter recebido uma educação pagã, foi em adolescente que Martinho descobriu o Cristianismo. Mas foi só mais tarde, em 356, depois de ter abandonado o exército que foi batizado. Tornou-se discípulo de Santo Hilário, bispo de Poitiers (na zona oeste da atual França), que o ordenou diácono e presbítero, regressando de seguida a Panónia, onde converteu a mãe. Mudou-se depois para Milão, de onde terá sido expulso juntamente com Santo Hilário. Isolado, terá passado algum tempo na ilha da Galinária, ao largo da costa italiana.
De volta à Gália, foi perto de Poitiers que fundou o mais antigo mosteiro conhecido na Europa, na região de Ligugé. Conhecido pelos seus milagres, o santo atraía multidões. Foi ordenado bispo de Tours em 371 e fundou o mosteiro de Marmoutier, na margem do rio Loire, onde vivia na reclusão. Pregador incansável, foi também o fundador das primeiras igrejas rurais na região da Gália, onde atendia tanto ricos como pobres. Morreu a oito de novembro de 397 em Candes e foi sepultado a onze de novembro em Tours, local de intensa peregrinação desde o século V.
É na data do seu enterro, três dias depois de ter morrido em Candes, que se comemora o dia que lhe é dedicado. Acredita-se que, na véspera e no dia das comemorações, o tempo melhora e o sol aparece. O acontecimento é conhecido pelo “verão de São Martinho” e é muitas vezes associado à conhecida lenda de São Martinho.

A lenda de São Martinho

Num dia frio e chuvoso de inverno, Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada que lhe pudesse dar, pegou na espada e cortou o manto ao meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais à frente, voltou a encontrar outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho continuou viagem. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias.
Na noite seguinte, Cristo apareceu a Martinho num sonho. Usando o manto do mendigo, voltou-se para a multidão de anjos que o acompanhavam e disse em voz alta: “Martinho, ainda catecúmeno [que não foi batizado], cobriu-me com esta veste”.

As tradições do dia de São Martinho

O dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o novo vinho, produzido com a colheita do ano anterior. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

De acordo com alguns autores, como José Leite de Vasconcelos e Ernesto Veiga de Oliveira, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas. Em outros países, como na Alemanha, acendem-se fogueiras e fazem-se procissões, e em Espanha matam-se porcos, tradição que deu origem ao ditado popular “a cada cerdo le llega su San Martín” (“cada porco tem o seu São Martinho”, ou, se preferirem, «cada coisa tem o seu momento»). Também no Reino Unido existe a expressão “verão de São Martinho” que, apesar de já raramente utilizada, está também ligada com a crença de que o tempo melhora nos dias que antecedem o feriado.
in http://observador.pt/2014/11/11/historia-sao-martinho/ (adaptado)

domingo, 2 de novembro de 2014

Para quem comenta «Ah, o Halloween nada tem a ver connosco!»...

O nosso «Pão por Deus»

Tradição portuguesa tem muitas semelhanças com o Halloween norte-americano

Podem parecer duas coisas diferentes, mas há semelhanças entre o «Trick or treat» e o nosso «Pão por Deus», cada vez mais em desuso.


Na região de Leiria e até mesmo na Estremadura, milhares de crianças saem à rua no Dia de Todos os Santos para pedir o «bolinho» ou o «Pão por Deus», uma tradição ancestral que tem algumas semelhanças com o Halloween norte-americano.
Nos Estados Unidos, as crianças percorrem as casas dos vizinhos na véspera do Dia de Todos os Santos a pedir doces, mas, em Portugal, essa visita é feita na manhã do feriado, sem conotações sobrenaturais ou ameaças de partidas a quem não tiver nada para dar.
Em Leiria, crianças, transportando saco ou mochila, percorrem ruas e ruelas de aldeias, vilas e até cidades, e batem à porta de familiares, vizinhos e desconhecidos, com a tradicional frase: ’Ó tia, dá bolinho?’. Na ausência de bolinho, as ofertas passam por chocolates, rebuçados ou dinheiro.
Segundo o especialista em questões etnográficas José Travaços Santos, esta tradição, que chegou a ser extensiva a todo o território nacional, vai ’buscar os seus princípios ao Cristianismo’, ’Trata-se de expressar a solidariedade e o amor pelos outros, principalmente pelas crianças’, disse à Lusa.
’Noutros tempos, em que a fome apertava, este era o dia das crianças tirarem a barriga da miséria’, recordou José Travaços Santos, acrescentando: ’Era uma manhã dedicada às crianças, em que se tratavam os vizinhos por «tu» e ninguém negava o bolinho’.
Embora reconhecendo algumas alterações, sobretudo a substituição do bolinho por doces ou dinheiro, o historiador anotou que a explicação para esta mudança pode ser encontrada no comodismo das pessoas, que já não fazem bolinhos em casa, ou no materialismo desta época, visível na oferta de dinheiro.
Por outro lado, José Travaços dos Santos admitiu que para esta situação também contribui o facto de se terem fixado na região de Leiria ’pessoas de fora, que não têm os mesmos costumes’.
Por isso, não estranha que mais facilmente se peça «o bolinho» que o «Pão por Deus» ou o «santorinho». ’Estas expressões perderam-se nos últimos anos, mas tinham o mesmo significado’, observou o etnógrafo, admitindo igualmente que o espírito de solidariedade, marca do Dia de Todos os Santos noutros tempos, esteja a desaparecer, assim como a confraternização entre vizinhos.
’Neste dia, as manhãs eram para as crianças e à tarde era hábito as pessoas abrirem as casas para receber familiares e vizinhos para confraternizar’, recordou José Travaços dos Santos.
in
http://www.portugalvivo.com/o-nosso-pao-por-deus.html

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Outono a chegar

       Com os melhores votos de um bom ano letivo de todo o grupo de português. E o que andas tu a ler?

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Imagens com livros

Em que livro gostarias de morar? 


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Um poema à sexta...


AquiAqui, deposta enfim a minha imagem, 
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem, 
No interior das coisas canto nua. 

Aqui livre sou eu — eco da lua 
E dos jardins, os gestos recebidos 
E o tumulto dos gestos pressentidos, 
Aqui sou eu em tudo quanto amei. 

Não por aquilo que só atravessei, 
Não pelo meu rumor que só perdi, 
Não pelos incertos actos que vivi, 

Mas por tudo de quanto ressoei 
E em cujo amor de amor me eternizei. 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Dia do Mar'

Concurso Literário - Prémio Fernando Carita

O Clube de Leitura “LER PARA Q?”, em articulação com o grupo de Português, organizou o primeiro Concurso Literário Prémio Fernando Carita durante os meses de fevereiro e março de 2014, em homenagem ao Poeta, Professor e Homem que tanto prestigiou a Escola Secundária Ferreira Dias.
A entrega de prémios da primeira edição do Concurso Literário Prémio Fernando Carita realizou-se no passado dia três de julho. O Prémio Fernando Carita visa homenagear postumamente o poeta e professor da ESFD e pôr em destaque a criatividade literária de todos quantos queiram concorrer – alunos, professores, funcionários e pais e encarregados de educação – representantes da nossa Comunidade Educativa.
Foi já publicada a edição digital dos textos premiados, ilustrados com pinturas selecionados, cujo url podem seguir mais abaixo! 
Parabéns aos autores! Ler textos de autores que convivem diariamente connosco na Escola é, sem dúvida, um privilégio!
https://esfdferreira.files.wordpress.com/2014/02/os-lc3adrios-do-teu-jardim.pdf

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Imagens com livros

       Onde se poderia esconder uma biblioteca? Num edifício antigo e sério, numa casa feita de propósito para albergar livros? Numa rua de adeia, a caminho da adega e dos tanques? Num local de clima tépido ou atreito a humidade? Como seria bom descer a rua e encontrar algo assim...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Imagens com livros


TORRE DO TOMBO





Torre do Tombo é o nome do arquivo central do Estado Português desde a Idade Média. Com mais de 600 anos, é uma das mais antigas instituições portuguesas ativas.



Ao longo do tempo, a conservação dos documentos foi prejudicada por um conjunto de circunstâncias: não apenas pelo terramoto de 1755, mas também as frequentes mudanças de local, incêndios, a transferência da corte para o Rio de Janeiro no Brasil, o desvio de materiais aquando do domínio filipino e das invasões francesas,etc.


O seu nome vem do facto do arquivo ter estado instalado desde cerca de 1378 até 1755 numa torre do Castelo de São Jorge, denominada Torre do Tombo (Torre do Arquivo). Nesse ano, em resultado do grande terramoto que atingiu Lisboa e que ameaçou de ruína a referida torre do castelo, o arquivo foi transferido para o Mosteiro de São Bento (actual Palácio de São Bento). Nessas instalações manteve-se até à construção de um moderno edifício sede, na Cidade Universitária de Lisboa, para onde foi transferido em 1990. Ocupando uma área de 54.900 metros quadrados e contando com cerca de cem quilómetros de prateleiras, este moderno edifício possui três áreas principais: uma para arquivo e investigação, uma para a realização de actividades culturais e a última para os serviços administrativos.



Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=835878

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Imagens com livros

Quem descobre onde ficam estas bibliotecas? E qual a preferida para estudar, para sonhar, para passar um bocado a olhar para as prateleiras?



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Imagens com livros

Quem se lembra de livros com as primeiras letras?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Imagens com livros


Mike Stilkey cria esculturas gigantesca com base de livros usados. O artista usa lápis de cor para pintar e retratar alguns personagens do seu dia a dia conformese pode ver abaixo:


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Imagens com livros


Quando lemos, estamos na estação do nosso desejo...


segunda-feira, 19 de maio de 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Imagens com livros


Em que livro se perderia Alice?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Imagens com livros


Ler em qualquer lugar...

sábado, 3 de maio de 2014

Um poema à sexta...

blues da morte de amorjá ninguém morre de amor, eu uma vez 
andei lá perto, estive mesmo quase, 
era um tempo de humores bem sacudidos, 
depressões sincopadas, bem graves, minha querida, 
mas afinal não morri, como se vê, ah, não, 
passava o tempo a ouvir deus e música de jazz, 
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes, 
ah, sim, pela noite dentro, minha querida. 

a gente sopra e não atina, há um aperto 
no coração, uma tensão no clarinete e 
tão desgraçado o que senti, mas realmente, 
mas realmente eu nunca tive jeito, ah, não, 
eu nunca tive queda para kamikaze, 
é tudo uma questão de swing, de swing, minha querida, 
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber, 
e eu não me arrependi, minha querida, ah, não, ah, sim. 

há ritmos na rua que vêm de casa em casa, 
ao acender das luzes, uma aqui, outra ali. 
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha 
no lusco-fusco da canção parar à minha casa, 
o que eu nunca pedi, ah, não, manda calar a gente, 
minha querida, toda a gente do bairro, 
e então murmurarei, a ver fugir a escala 
do clarinete: — morrer ou não morrer, darling, ah, sim. 

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
Vasco Graça Moura- 3 Jan 1942 // 27 Abr 2014 Escritor/Poeta/Ensaísta/Tradutor/Político

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Imagens com livros


 Descobre um livro que te agrade...




sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril - palavras de Abril

Em Abril, não faltam canções...

25 de Abril, SEMPRE!!


25 de Abril visto por...


pag7





















Vale a pena visitar o site do Centro de Documentação sobre o 25 de Abril, aqui e aqui.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia Internacional do Livro 3


Dia Internacional do Livro 2

No Dia do Livro, Fnac oferece o dowload de várias publicações.
Links: Eça de Queiroz,   João Tordo 

Dia Internacional do Livro



Hoje celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. A data tem como objetivo reconhecer a importância e utilidade dos livros, assim como incentivar hábitos de leitura na população. Os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação, e elemento fundamental no processo educativo.

A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro e esta data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial; foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de abril de 1899 nasceu Vladimir Nabokov. 
O dia 23 de abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o escritor inglês William Shakespeare. A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia!



terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia da Terra

O olho de África, Mauritânia (Evandro Edimar)

No dia 22 de abril comemora-se o Dia da Terra. A data foi criada pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, em 22 de abril de 1970. O principal motivo foi lembrar a todos e criar consciência para a importância da manutenção da biodiversidade do planeta, além de chamar a atenção para os problemas da contaminação e poluição.
A primeira comemoração aconteceu dois anos depois, em Estocolmo, para consciencializar os líderes mundiais sobre as questões ambientais. Em 2009, a ONU reconheceu a importância da data e estabeleceu o Dia Internacional da Mãe Terra, comemorado no dia 21 de abril.
Grupos ecologistas utilizam este dia como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas e o esgotamento dos recursos não renováveis.
Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, a preservação de recursos naturais, como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos perigosos, o fim da destruição de habitats fundamentais, como as florestas tropicais, e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão, é o Dia da Terra.
                      Lago Plitvice, Croácia

                    Zhangye Danxia Gansu, China

Mais imagens fantásticas do planeta Terra aquiaqui e aqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Gabriel García Márquez (1927-2014)

 Ilustração: André Carrilho          
No passado dia 17, o escritor Gabriel García Márquez deixou-nos mais pobres. Para recordar, aqui fica o link de uma passagem do Nobel por Lisboa após o 25 de Abril, observando o processo revolucionário. Link do Notícias Magazine. Mais informações sobre vida e obra aqui. Recordam-se e sugerem-se alguns dos seus títulos, aconselhados a todas as idades. Desde os contos até aos romances mais longos, será difícil não se encontrar uma história que não nos prenda. Personagens fascinantes e densas, pormenoreshistóricos e sociais, realismo mágico, escrita encantatória. Os meus preferidos: O amor nos tempos de cólera, Cem anos de solidão, Contos Peregrinos, Do amor e outros demónios

domingo, 20 de abril de 2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

Biblioteca em cabine telefónica

Lisboa: Cabine telefónica transforma-se em biblioteca

Lisboa: Cabine telefónica transforma-se em biblioteca
Em Lisboa, uma antiga cabine telefónica vai ser tranformada numa mini-biblioteca 'self-service', com o objetivo de promover a leitura e de "estreitar os laços" entre os moradores do bairro junto às avenidas de Roma e Guerra Junqueiro. 
A mesma será inaugurada no próximo dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, pelas 19h, e irá contar com um total de entre 50 a 60 livros, incluindo para crianças e jovens, todos eles doados por editoras, livrarias e moradores do bairro.
A ideia partiu do Movimento de Comerciantes da Avenida Guerra Junqueiro, Praça de Londres e Avenida de Roma, em parceria com a Portugal Telecom - PT. Na nova Cabine de Leitura, quem quiser levar um livro de empréstimo terá de deixar outro em troca, juntamente com os seus contactos, comprometendo-se a devolvê-lo num prazo estipulado.
"Acreditamos no civismo, e que as pessoas irão respeitar as regras. Se, no final do primeiro dia, tiverem desaparecido os livros todos, teremos de os repor", adianta Carlos Moura-Carvalho, daquele movimento.


Os objetivos da iniciativa passam por estreitar os laços comunitários, fomentar aos hábitos de leitura e promover a cidadania e o gosto pelos livros num espaço inesperado.
A localização ainda não é certa, sabendo-se apenas que deverá ficar perto da pastelaria Mexicana - recentemente declarada edifício de interesse público -, na Praça de Londres ou na Avenida Guerra Junqueiro. "Ficará perto de alguma loja, para que haja um controlo de proximidade", garante o responsável. 
O ano passado, Barcelinhos - no norte do país - recebeu um projeto semelhante (clicar para ver artigo), com uma biblioteca em forma de cabine, como forma de promoção a uma iniciativa e experiência que já se concretiza noutros países, como, por exemplo, no Reino Unido.

in «Boas Notícias», Sapo.pt

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Conhecer narrativas para jovens: Os cinco



Estes livros são conhecidos por gerações. Hoje em dia, apesar do muito que existe disponível no mercado para crianças e jovens (que até torna a 

escolha difícil), esta coleção foi publicada e recebe as atenções de quem não vive propriamente aventuras em libredade e é mais provável que passe os dias em casa à frente do PC ou a explorar os campos e empiqueniques na praia. Então, qual será o segredo desta coleção? Saibam mais aqui!
Para além desta série, são feitas referências aos livros de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (coleção «Uma Aventura»), sobre Gerónimo Stillton, o rato detetive/repórter (para os mais novos) e mais alguns clássicos de sempre.


Uma sugestão com mais imagens aqui

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um poema à sexta...

FRUTOS
Pêssegos, peras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.

Eugénio de Andrade

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Um poema à sexta...

AGORA AS PALAVRAS

Obedecem-me agora muito menos,
as palavras. A propósito
de nada resmungam, não fazem
caso do que lhes digo,
não respeitam a minha idade.
Provavelmente fartaram-se da rédea,
não me perdoam
a mão rigorosa, a indiferença
pelo fogo de artifício.
Eu gosto delas, nunca tive outra
paixão, e elas durante muitos anos
também gostaram de mim: dançavam
à minha roda quando as encontrava.
Com elas fazia o lume,
sustentava os meus dias, mas agora
estão ariscas1, escapam-se por entre
as mãos, arreganham os dentes
se tento retê-las. Ou será que
já só procuro as mais encabritadas2?


Eugénio de Andrade, O Sal da Língua, 2.ª ed., Porto,
Fundação Eugénio de Andrade, 1996


VOCABULÁRIO
1 ariscas – fugidias.
2 encabritadas – rebeldes.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Semana da Leitura - programa


Programa da semana da leitura


Isabel Alçada na Ferreira

      Na passada sexta-feira 14 de fevereiro, esteve na nossa escola a escritora Isabel Alçada, que conversou com alguns dos nossos alunos. Muito dinâmica e extrovertida, manteve uma conversa animada com os nossos jovens, fazendo ela própria perguntas, de forma a orientar o diálogo, e relatando alguns episódios curiosos a propósito de questões que lhe foram sendo feitas. Assim, ficámos a saber coisas sobre a longa parceria com Ana Maria Magalhães, como decidiram começar a escrever a coleção «Uma aventura» (numa altura em que vieram revolucionar a literatura juvenil em Portugal, onde havia não existiam obras nacionais  dedicadas aos jovens) e qual o seu processo de trabalho. Ficámos a saber que o primeiro livro escrito em conjunto não pertencia a esta coleção, mas sim à «Viagens no tempo», com o título «Viagem ao tempo dos castelos», que, no entanto, não foi o primeiro a ser publicado, mas sim «Uma aventura na cidade». 
      Falou dos livros que mais gostou de escrever, conta como, por vezes, se embrenha na escrita noite fora até «ouvir os passarinhos lá fora» e como adormece a ler, deixando cair o livro. Houve ocasião para sabermos mais coisas sobre a Amazónia, a propósito do livro do mesmo nome, com a explicação que nunca escreveram nada sem conhecer o local de que falam. Ouvimos atentamente um relato desta viagem e pormenores que encantaram a assistência. Após a conversa, houve ocasião para conversar mais de perto com a escritora, enquanto ela assinava alguns dos seus livros, de entrega de alguns marcadores com citações da sua obra e troca de beijinhos, com alunos encantados com a disponibilidade e simpatia de Isabel Alçada. Este encontro com a escritora funcionou como lançamento da Semana da Leitura, atividade promovida pela Biblioteca em colaboração com o grupo de português.

 A apresentação esteve a cargo da professora bibliotecária, Maria dos Anjos Fernandes.


Panorâmica da sala cheia; turmas dos 7ºs C e G e 8º A, além de outros alunos e respetivos professores.


Troca de beijinhos com uma das nossas alunas durante a sessão de autógrafos.
  

Mural de trabalhos dos alunos alusivos à escritora e à Semana da Leitura, assim iniciada da melhor maneira.