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Um poema à sexta e mais qualquer coisa...

A Minha Filha    (Vendo-a dormir) Que alma intacta e delicada! Que argila pura e mimosa! É a estrela d'alvorada Dentro dum botão de rosa! E, enquanto dormes tranquila, Vejo o divino esplendor Da alma a sair da argila, Da estrela a sair da flor! Anjos, no azul inocente, Sobre o teu hálito leve Desdobram candidamente, Em pálio, as asas de neve... E eu, urze má das encostas, Eu sinto o dever sagrado De te beijar— de mãos postas! De te abençoar — ajoelhado! Guerra Junqueiro, in 'Poesias Dispersas' (porque hoje a minha filha faz anos...)