segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Um poema à sexta...
CANÇÃO
(Poema dedicado a Catarina Eufémia)
Na fome verde das searas roxas
passeava sorrindo Catarina.
Na fome verde das searas roxas
ai a papoula cresce na campina!
Na fome roxa das searas negras
que levas, Catarina, em tua fronte?
Na fome roxa das searas negras
ai devoravam os corvos o horizonte!
Na fome negra das searas rubras
ai da papoula, ai de Catarina!
Na fome negra das searas rubras
trinta balas gritaram na campina.
Trinta balas
te mataram a fome, Catarina.
Papiniano Carlos
(Poema dedicado a Catarina Eufémia)
Na fome verde das searas roxas
passeava sorrindo Catarina.
Na fome verde das searas roxas
ai a papoula cresce na campina!
Na fome roxa das searas negras
que levas, Catarina, em tua fronte?
Na fome roxa das searas negras
ai devoravam os corvos o horizonte!
Na fome negra das searas rubras
ai da papoula, ai de Catarina!
Na fome negra das searas rubras
trinta balas gritaram na campina.
Trinta balas
te mataram a fome, Catarina.
Papiniano Carlos
Etiquetas:
Papiniano Carlos,
poema à sexta,
poesia de intervenção
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Atreve-te a ler: janeiro/fevereiro.
Atreves-te? Vai aqui!Lê, pensa, escreve e podes ver o teu texto publicado!
Etiquetas:
atreve-te a ler,
biblioteca esfd
Papiniano Carlos (1918 - 2012)
O escritor Papiniano Carlos, um dos últimos representantes do
neo-realismo português, morreu no passado dia cinco de dezembro, no Porto.
O
poeta, autor de Sonhar a Terra Livre e Insubmissa,
que somava mais de 60 anos de militância comunista, contava 94 anos.
Papiniano
Manuel Carlos Vasconcelos Rodrigues nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo,
Moçambique, a 9 de Novembro de 1918, fixando-se no Porto, aos 10 anos, onde
estudou.
Publicou
o primeiro livro de poesia em 1942, Esboço, quatro anos antes de Terra
com Sede, a sua estreia na ficção, e de Estrada
Nova, com capa de Júlio Pomar, obra que seria apreendida pela PIDE,
a polícia política da ditadura.
A
adesão do escritor ao PCP remonta ao final da década de 1940, no pós-guerra,
actuando na clandestinidade com o nome "Garcia", numa alusão ao poeta
andaluz Federico Garcia Lorca.
Na
mesma altura, depois de ter frequentado a Faculdade de Ciências da Universidade
do Porto, dedicou-se ao ensino, que teve de abandonar, por se ter recusado a
subscrever a “declaração anticomunista”, imposta pelo regime aos funcionários.
Deu
explicações e foi delegado de propaganda médica. O escritor português foi preso
três vezes pela PIDE.
Com
Egito Gonçalves, Luís Veiga Leitão, António Rebordão Navarro e Daniel Filipe,
dirigiu Notícias de Bloqueio, série
de “fascículos de poesia”, publicados no Porto entre 1957 e 1961, designação da
revista retirada do título de um poema de Egito Gonçalves.
Colaborou
nas revistas Seara Nova e Vértice e integrou os corpos dirigentes
do Círculo de Cultura Teatral do Teatro Experimental do Porto.
A
Menina Gotinha de Água, para a infância, que viria a marcar o ressurgimento do género,
a par das obras de Matilde Rosa Araújo, foi editada na década de 1960 e
constitui um dos seus maiores êxitos editoriais.
Entre
outros livros, Papiniano Carlos escreveu Mãe Terra (1948),As Florestas e os Ventos, A
Rosa Nocturna (1961), A
Ave sobre a Cidade (1973), O
Rio na Treva (1975).
Na
literatura infantil assinou ainda O Grande Lagarto da Pedra Azul e A
Viagem de Alexandra.
Em
1998, publicou A Memória com Passaporte: Um tal Perafita
na ‘Casa del Campo’ - Relato de um prisioneiro na PIDE do Porto em 1937.
Papiniano
Carlos está representado na Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, Nueva
Poesia Portuguesa e
em La Poésie Ibérique de Combat, entre outras
recolhas.
www.publico.pt
www.publico.pt
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Um poema à sexta
RECOMEÇAR
Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade.
Etiquetas:
Carlos Drummond de Andrade,
poema à sexta,
poesia,
Poesia estrangeira
Subscrever:
Mensagens (Atom)



