Sangue
Versos
escrevem-se
depois de ter sofrido.
O coração
dita-os apressadamente.
E a mão tremente
quer fixar no papel os sons dispersos...
É só com sangue que se escrevem versos.
Saúl Dias, in "Sangue"
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Outras cabeças, outros leitores... 1
Que leitor
sou?
Para mim, os livros são
como os doces... São bons, saborosos e um pecado que cometo. Gosto de ler a
qualquer hora do dia, a qualquer momento do ano.
Claro que,
às vezes, quando me embrenho nas minhas leituras, esqueço-me completamente do
que tinha para fazer. Infelizmente, isto acontece-me várias vezes. Mas, como se
diz, até aos melhores acontece.
Posso
classificar-me como um leitor guloso. Gosto de tudo o que tenha aventura,
mistério, ou até uma pitada de romance ou terror. Enfim, de tudo um pouco!
Comecei a
desenvolver as minhas qualidades de leitor precocemente, quando o meu avô e a
minha mãe me ensinaram a ler. Tinha apenas dois anos e meio...
Como
sabemos, a leitura é um vício, e estimulei-o da melhor maneira que havia para
um garoto de tenra idade: lendo revistinhas de banda desenhada! Passava horas a
ler revistas do Tio Patinhas, do Pato Donald... Enfim!
Fui
crescendo e, quando entrei para a pré-primária, aos 4 anos, comecei a
fascinar-me por livros de “Os Cinco”, mas não eram tão divertidos como as BDs.
Aos 6
anos, para além de ter acontecido um ponto de viragem no meu pequeno mundo,
também mudei de leituras. Fiquei surpreendido pelos livros de “Uma Aventura”.
Podia ter sido pelo facto de ter visto a série na TV, ou de ter conhecido as
autoras, que visitaram a minha escola.
Então,
quando entrei para o 2º ciclo, comecei a interessar-me por leituras mais
“adultas”. Li cerca de sete ou oito livros do detetive Maigret (de Georges
Simenon) no 5º ano. Mas nas férias grandes seguintes, li toda a coleção do
Harry Potter.
No ano
passado, li imensos livros, mas apenas gostei de um: “Os Três Mosqueteiros”, de
Dumas. Um romance com ação e até terror.
Acho que
foram estas boas experiências de leitura que me levaram a escolher este tipo de
géneros e que me encorajaram a ler, faça chuva ou faça sol!
Pedro Silva, nº23, 7ºE
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Um poema à sexta...
Por Todos os Caminhos do Mundo
A minha poesia é assim como uma vida que vagueia pelo mundo,
por todos os caminhos do mundo,
desencontrados como os ponteiros de um relógio velho,
que ora tem um mar de espuma, calmo, como o luar num jardim nocturno,
ora um deserto que o simum veio modificar,
ora a miragem de se estar perto do oásis,
ora os pés cansados, sem forças para além.
Que ninguém me peça esse andar certo de quem sabe o rumo e a hora de o atingir,
a tranquilidade de quem tem na mão o profetizado
de que a tempestade não lhe abalará o palácio,
a doçura de quem nada tem a regatear,
o clamor dos que nasceram com o sangue a crepitar.
Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo norte.
Que ninguém me peça nada. Nada.
Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia,
com a minha noite que nem sempre é noite
como a alma quer.
Não sei caminhos de cor.
Fernando Namora, in 'Mar de Sargaços'
A minha poesia é assim como uma vida que vagueia pelo mundo,
por todos os caminhos do mundo,
desencontrados como os ponteiros de um relógio velho,
que ora tem um mar de espuma, calmo, como o luar num jardim nocturno,
ora um deserto que o simum veio modificar,
ora a miragem de se estar perto do oásis,
ora os pés cansados, sem forças para além.
Que ninguém me peça esse andar certo de quem sabe o rumo e a hora de o atingir,
a tranquilidade de quem tem na mão o profetizado
de que a tempestade não lhe abalará o palácio,
a doçura de quem nada tem a regatear,
o clamor dos que nasceram com o sangue a crepitar.
Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo norte.
Que ninguém me peça nada. Nada.
Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia,
com a minha noite que nem sempre é noite
como a alma quer.
Não sei caminhos de cor.
Fernando Namora, in 'Mar de Sargaços'
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Imagens com livros 6
Biblioteca Internacional do Livro Infantil, Tóquio
https://www.facebook.com/improbableslibrairiesimprobablesbibliotheques
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Um poema à sexta...
Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia
Eu ontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.
Chorámos, rimos, cantámos.
Falou-me do seu destino,
Do seu fado...
Depois, para se alegrar,
Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Pôs-se a cantar
Um canto molhado e lindo.
O seu hálito perfuma,
E o seu perfume faz mal!
Deserto de águas sem fim.
Ó sepultura da minha raça
Quando me guardas a mim?...
Ele afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...
Ao longe o Sol na agonia
De roxo as aguas tingia.
«Voz do mar, m isteriosa;
Voz do amor e da verdade!
- Ó voz moribunda e doce
Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...»
. . . . . . . . . . . . . . . .
E os poetas a cantar
São ecos da voz do mar!
António Botto, in 'Canções'
Eu ontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.
Chorámos, rimos, cantámos.
Falou-me do seu destino,
Do seu fado...
Depois, para se alegrar,
Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Pôs-se a cantar
Um canto molhado e lindo.
O seu hálito perfuma,
E o seu perfume faz mal!
Deserto de águas sem fim.
Ó sepultura da minha raça
Quando me guardas a mim?...
Ele afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...
Ao longe o Sol na agonia
De roxo as aguas tingia.
«Voz do mar, m isteriosa;
Voz do amor e da verdade!
- Ó voz moribunda e doce
Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...»
. . . . . . . . . . . . . . . .
E os poetas a cantar
São ecos da voz do mar!
António Botto, in 'Canções'
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
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