A quantas andamos?

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Imagens com livros 6

Biblioteca Internacional do Livro Infantil, Tóquio
https://www.facebook.com/improbableslibrairiesimprobablesbibliotheques

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Um poema à sexta...

Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia  

Eu ontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.

Chorámos, rimos, cantámos.


Falou-me do seu destino,

Do seu fado...

Depois, para se alegrar,

Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Pôs-se a cantar
Um canto molhado e lindo.

O seu hálito perfuma,
E o seu perfume faz mal!

Deserto de
águas sem fim.

Ó sepultura da minha raça

Quando me guardas a mim?...

Ele afastou-se calado;

Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...

Ao longe o Sol na agonia

De roxo as aguas tingia.

«Voz do mar, m
isteriosa;
Voz do amor e da verdade!
- Ó voz moribunda e doce
Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...»
. . . . . . . . . . . . . . . .

E os poetas a cantar

São ecos da voz do mar!

António Botto, in 'Canções'

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Imagens com livros 5

Bolsa de livros em Tournai, Bélgica


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um poema à sexta...

Chove. Há Silêncio  

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Atreve-te a ler!

Todos os meses a Biblioteca da Ferreira Dias lança este desafio: atreve-te a ler! Dá a sugestão de um livro e propõe que escrevam sobre ele. É a oportunidade de descobrir escritores desconhecidos e títulos interessantes: Espreitem aqui!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Imagens com livros 4

Livros em miniatura
in: https://www.facebook.com/improbableslibrairiesimprobablesbibliotheques

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um poema à sexta...

 Viagem 

 É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...


Miguel Torga, in 'Diário XII'