A quantas andamos?

Daisypath Easter gifts tickers

quarta-feira, 18 de março de 2009

Quero ser outro

Autores: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Editora: Caminho

Colecção: Quero Ser

Capa: A capa deste livro tem três das personagens da história, talvez as inicialmente principais. Um rapaz, Alexandre e duas raparigas, Maria e Sibila.

Eu acho a capa deste livro adequada para a história, pois apresenta três das suas personagens.

Classificação: Aventura, Ficção

Resumo: Alexandre estava farto da sua vida, o pai estava a trabalhar na plataforma de petróleo do mar Cáspio e ele estava a morar com a sua madrasta com quem nunca se tinha dado bem. As notas da escola eram miseráveis e tinha sempre a Maria atrás, uma rapariga com um cheiro a maçã detestável que gostava dele e que ele não suporta. Alexandre tinha uma paixão por Sibila que não lhe ligava nenhuma.

Agora parecia que as coisas iam piorar, a madrasta Iraci tinha ido ao aeroporto buscar a sua prima Vanília, que Alexandre suponha que seria tão detestável como ela. Alexandre resolveu ir comer umas tostas mistas a uma esplanada das Docas. Enquanto caminhava nas Docas, á procura de uma boa esplanada ou de alguém conhecido, viu um rapaz de costas para ele, virado para o mar, que tinha uma cabeça e um cabelo que lhe parecia já ter visto em algum lado. Pensou que seria só uma impressão, pois não lhe parecia ninguém conhecido, então contornou as mesas para poder vê-lo melhor de frente e chegou á conclusão de que aquele rapaz não era só parecido, mas sim igual a ele.

Ao vê-lo o rapaz também ficou admirado, e pediu lhe para se sentar com um sorriso. O seu nome era Alex, e trabalhava a bordo do barco de um milionário, chamado Miles.

Começaram a partilhar coisas das suas vidas, Alex contava o quanto estava farto de tudo naquele barco, do mar, das ondas e Alexandre contava o quanto estava farto da família e da madrasta. Impressionado com as aventuras e desventuras que Alex lhe contava Alexandre disse que se pudesse trocava com ele. Alex ficou pasmado, agarrou--oquero ser outro - capa.bmp por um braço e disse que isso era possível, visto que eram iguais ninguém iria reparar. Alex sugeriu que Alexandre embarcasse em seu lugar e que ele fosse para sua casa fazer a sua vida durante um mês.

Alexandre estava de pé atrás, mas acabou por aceitar, não pondo de parte a hipótese de voltar atrás no último minuto. Trocaram bilhetes de identidade, telemóveis e Alex levou Alexandre ao barco onde este embarcaria de madrugada.

Despediram se e Alexandre entrou no barco, a cabina destinada ao empregado de bordo era pequena mas não o desagradou. Foi então que bateram à porta, era Renato o outro empregado de bordo. Passaram-se dias e Alexandre não tinha tido qualquer contacto com Alex, mesmo existindo um computador na cabina. Embora quisesse desligar de tudo, Alexandre não resistiu em ligar o computador e ver se havia novidades de Alex, mal o ligou viu uma mensagem dele a contar como tinham sido os seus primeiros dias e como tinha convencido Maria a mudar de perfume. Depois de umas boas gargalhadas a ler a mensagem de Alex e de lhe responder, era hora de voltar ao trabalho. Navegavam pelo Mediterrâneo, rumo a Veneza. O comandante do barco, Rugendas, era severo mas simpático e numa tarde tinham-no visto a pintar, bonitos quadros de paisagens.

Mal chegaram a Veneza, o comandante deu-lhes a tarde livre e eles resolveram ir passear pelas belas ruas da cidade. Alexandre nunca tinha estado em Veneza por isso apreciava deslumbrado as paisagens e monumentos, mas Renato já lá tinha estado então entreteve-se a olhar para as pessoas, as ruas estavam cheias de turistas, e Renato aproveitou esse facto para chocar com duas raparigas lindas que falavam numa língua desconhecida. Pedir desculpa foi a maneira que arranjou de meter conversa.

Eram suecas, uma chamava se Liv, e a outra Molin. Para as impressionar Renato inventou que tinha nascido ali perto mas que agora estava a morar em Roma em casa do primo, que era supostamente Alexandre e fingiu-se o guia turístico de Liv, chegando depois a beijá-la. Alexandre, também não se ficou atrás e beijou Molin.

Renato não se contentava e continuou a inventar factos da sua vida e da de Alexandre, para as impressionar, inventando até que Alexandre era muito rico. As raparigas estavam ali em visita de estudo e por isso tinham de se ir embora. Renato fez questão de dizer que queria voltar a vê-las, então combinaram um jantar para a noite seguinte no Hotel Danieli, o hotel mais caro da cidade onde elas pensavam que eles estavam instalados. Despediram-se e com um “Até amanhã”.

Agora estavam os dois metidos num sarilho, porque não tinham dinheiro que chegasse para um jantar no Danieli. Enquanto caminhavam para o barco pensavam ambos em maneiras de se livrarem desta. Pensaram em não aparecer ou ir lá jantar e não pagar a conta. Perante tudo isto, Molin não saia da cabeça de Alexandre.

quero ser outro - capa.bmpA meio do caminho, viram o comandante dentro de um café, com outro homem a contar dinheiro, depois saíram pela porta dos fundos do café. Acharam aquilo muito suspeito e pensaram que o comandante estivesse metido em negócios sujos mas seguiram e para o barco, onde Mister Miles, estava a dar uma grande festa, com convidados excêntricos. Havia um pacotão coberto de papel de embrulho no convés superior. As mulheres eram lindíssimas mas, havia uma que dava mais nas festas, tinha uma tatuagem duma borboleta nas costas e a sua alcunha era Butterfly.

Renato e Alexandre olhavam escondidos a festa, indo de vez em quando servir champanhe aos convidados. Alexandre, sempre muito atento, reparou que quase todas as senhoras usavam pulseiras e anéis em forma de cobra, e algumas até usavam carteiras e sapatos de pele de cobra, o que pensou não ser por acaso e havia também uma mulher com uma língua bífida. Imaginou qualquer coisa como “ A irmandade da Serpente” ou “ A irmandade da língua bífida”, uma organização secreta. Alexandre ficou assustado e imaginava que também Alex fizesse parte desta seita e por isso é que insistiu tanto para trocarem. Então resolveu ver se tinha alguma mensagem de Alex.

Havia uma mensagem, ao lê-la além dos pormenores do que se passava em casa, Alex falava da “Irmandade da serpente” e do que já sabia sobre ela, e pedia a Alexandre para lhe contar caso descobrisse mais alguma coisa.

Ao fim da noite, no convés superior já o papel que embrulhava o pacotão tinha sido rasgado, as mulheres faziam uma festa junto de Mister Miles agradecendo a prenda com carinhos e gritos. A prenda eram lindos quadros que representavam paisagens de Veneza, os quadros despertaram a atenção, primeiro de Renato e depois de Alexandre pois aqueles eram quadros como os do comandante, ou melhor, eram os quadros do comandante. Os rapazes ficaram pasmados, quando ouviram Mister Miles a dizer que não sabia quem era o pintor. Mister Miles disse que tinha comprado aqueles quadros numa galeria na qual lhe disseram que o pintor se queria manter no anonimato. Os dois lembraram-se então da cena no café, afinal o mistério da troca de dinheiro, era que o comandante Rugendas estava a vender os seus quadros, e o outro homem era provavelmente o dono de uma galeria. Os dois desceram as escadas e foram falar com o comandante que os fez jurar que não contavam o seu segredo. Quando a festa acabou e já quase todos os convidados se tinham ido embora, Butterfly estava no convés superior com Mister Miles, implorando-lhe para este lhe devolver o quadro que ele jurava não ter. Mister Miles, viu-se obrigado a prometer que dava todo o dinheiro que tinha na carteira a quem encontra-se o pintor. Renato, ao ouvir isto viu a sua oportunidade de arranjar dinheiro suficiente para levar Liv a jantar e a passar uma noite no Danieli. Renato disse a Mister Miles que o pintor era o comandante, quebrando a jura que ele diz não ter feito totalmente. Com isto, Mister Miles cumpriu a promessa e deu a Renato todo o dinheiro que tinha na carteira.

quero ser outro - capa.bmpUm mês já se tinha passado e estava na altura de deixar de ser Alex Limas e voltar a ser Alexandre Lamas. Desembarcou nas Docas e sentou-se na mesa onde á um mês atrás tinha estado com Alex. Passado um bocado aparece Alex, partilharam as suas experiências, Alexandre contava tudo o que tinha visto em Veneza e o que se passara naquela festa e Alex contava, o que tinha conseguido fazer em relação às notas, em relação á Maria e o que se passava lá por casa. Depois voltaram a despedir-se e cada um voltou á sua vida. Alexandre, usou esta aventura para fazer a composição que a professora de Português pedira para levantar a nota, e conseguiu. Descobriu também que já não sentia nada por Sibila e que o cheiro a pele fresca da Maria já não o incomodava, apaixonando-se então por ela.

Opinião pessoal: Eu gostei bastante deste conto porque mostra como poderia ser bom ser outro por uns tempos e que nem sempre a vida dos outros é melhor que a nossa, como por vezes pensamos. Aconselharia este conto a pessoas que desvalorizam a sua vida não pensando sequer que a dos outros pode ser pior.

Carolina Faria – nº11, 8ºF, 2008/09

domingo, 15 de março de 2009

A Rapariga das Laranjas

Ficha de leitura recreativa

* Identificação do livro

Autor: Jostein Gaarder

Titulo: A Rapariga das Laranjas

Editorial Presença


Após associação da imagem da capa ao título da obra, imagina o que vai ser a história narrada no livro:

A capa está associada ao tema, pois o livro intitula-se “ A Rapariga das Laranjas” e na imagem aparece uma rapariga com um saco muito grande de laranjas e algumas espalhadas mais abaixo. Deduzo portanto que esta será uma das personagens centrais e principais da história.

* Contracapa

o Selecciona a frase em que, em teu entender, melhor contribui para despertar o interesse pela leitura da obra.

“Nada o demove, nem a vastidão da cidade nem o facto de nada saber dela, nem sequer o nome.” Remete-nos para uma história de amor, daquelas histórias praticamente impossíveis, mas das quais não se desiste e se luta até ao fim. Outra frase que me despertou o interesse foi “Procura-a com todo o entusiasmo da juventude, enquanto imagina quem poderá ser, o que fará e qual a razão que a leva a atribuir um tão grande valor às laranjas que ele, desastradamente, fez rolar por terra nesse primeiro encontro.”, pois significa que a historia aborda um mistério que encanta e move o protagonista.

* Opinião pessoal

Aconselho este livro a pessoas que gostem de histórias sentimentais pois é uma história que é escrita de um pai para um filho, onze anos antes quando estava à beira da morte e, sabendo que ia morrer, escreve-lhe a contar aquilo que não seria possível contar em vida. É uma carta de amor, de mistério, de pura magia e, acima de tudo um hino à vida. Nesta carta recorre-se muito à valorização da vida, que não sabemos até quando vai durar, não sabemos o que o futuro nos reserva e devemos, assim, aproveitá-la ao máximo. Recomendo ainda a quem goste de histórias com conhecimentos científicos e algo reais, pois também estes estão presentes.

* Resumo

A Rapariga das Laranjas é nada mais, nada menos do que uma carta que um pai escreve ao filho que não poderá ver crescer. É ainda o relato na primeira pessoa de uma história de amor, que à primeira vista parece impossível mas que afinal não o é. É ainda um apelo à vida e ao proveito de todos os momentos ao máximo.

A história começa quando os avós de Georg lhe entregam uma carta escrita pelo seu pai 11 anos antes, quando estava prestes a morrer. O seu pai morreu quando ele tinha apenas 4 anos e, por isso, poucas memórias tem dele. De facto, ao princípio este não percebe o intuito daquela carta, que tanto sofrimento lhe traz. Mas à medida que a lê, apercebe-se que aquela é mais uma lição de vida que seu pai está a tentar ensinar-lhe, provavelmente a única.

Pormenor a pormenor, o seu pai vai descrevendo uma história de amor difícil e misteriosa. Mais misterioso é o inicio e o decorrer da historia, acabando por ser trágica.

Tudo começa quando, num eléctrico, Jan Olav repara numa jovem rapariga que transportava um enorme saco de laranjas, vestida com um anoraque amarelo. Mas após uma troca de olhares, ele comete o erro de a tentar “socorrer”, acabando porém por fazer tombar o saco das laranjas. A partir daí nasce um fascínio inexplicável, mas mútuo, entre a rapariga e o rapaz. A partir daí ele faz de tudo para a encontrar, tentado desesperadamente que isso acontecesse.

Foi assim que lhe foi contando grande parte das suas tentativas, mesmo as mais humilhantes e frustradas, as suas esperanças, os seus desejos, desconfianças (algumas bem absurdas), medos, ansiedades, sentimentos, tudo para encontrar aquela enigmática rapariga das laranjas… Depois disto voltaram a encontrar-se num café onde trocaram apenas olhares. Conseguiu encontrá-la num mercado, a escolher laranjas… e uma vez mais isto fez nascer novas suspeitas nele. Viu-a ainda na missa de Natal. No final, conversaram, com a chuva caindo sobre eles, numa conversa enigmática, rigorosa, com regras que mesmo sem serem expressados, ambos sabiam que existiam.

Durante essa conversa, ela propõe-lhe um acordo: o único possível acordo entre eles. Se ele estivesse disposto a esperar por ela durante 6 meses, então poderia estar com ela todos os dias dos 6 meses seguintes.

Assim, ele ia-se alimentando da esperança de mais tarde poder estar com ela. Porém, quebra o acordo e, no seguimento de uma suspeita que, embora fundamentada não deixava de ser arriscada, viaja até Espanha.

Aí encontra a rapariga das laranjas e, ao longo de uma conversa, desvendam todos os mistérios acabando por se envolver mais seriamente. Pouco tempo depois casam e acaba por nascer Georg. Tudo isto é descrito na carta mais pormenorizadamente.

Em comum, Georg descobre o interesse pelo espaço, pela ciência, que tanto fascinava o seu pai também.

Ao longo da carta ele vai mencionando alguns factos da sua vida com a mãe de Georg e posteriormente com ele também.

A carta é longa e Georg faz algumas pausas nas quais sai do quarto e se depara com a ansiedade e as perguntas dos familiares curiosos. Porém, este apenas lhes comunica que sim, poderão ler a carta, mas apenas passada uma semana… para ele ter tempo de reflectir sobre a mensagem que o pai lhe tentou transmitir e, também, responder à pergunta que ele lhe colocou: “Uma passagem breve pela Terra cheia de felicidade, mesmo sabendo que um dia iria morrer ou recusaria a oferta logo à partida?”

Luísa Pereira, nº14, 9ºF 2008/09

A VINDA À NOSSA ESCOLA DA ESCRITORA MARGARIDA FONSECA SANTOS


Foi FIXE falar do "FiSH"... e não só!!!!
Finalmente chegou o dia 6 de Março!
Os alunos estavam eufóricos porque iam conhecer, ao vivo, a escritora Margarida Fonseca Santos, autora do livro O Peixe Azul, que andávamos há meses a ler na sala de aula, deixando os alunos suspensos e entusiasmados para o capítulo seguinte. É que o primeiro texto do nosso Manual do 7º ano é praticamente o primeiro capítulo deste livro!
Num ambiente de descontracção e de muita alegria, as Turmas do 7ºC, 7ºE e 7ºF foram-se sentando na Sala de Reuniões.
A Coordenadora da Biblioteca, a Professora Cristina Pinho, fez as devidas apresentações formais e depois remeteu a palavra para as Coordenadoras do Plano Nacional de Leitura.
A Professora Margarida Costa deu então início à primeira actividade: uma aluna do 7ºC apresentou a escritora a partir de uma pequena Biografia que preparou para a ocasião. Em seguida, a Professora Margarida Gonçalves completou com umas simples frases a biografia, salientando o "saber ouvir", característico da "Margarida FS", como ela insistia que lhe chamássemos, que nos deixa vazios por um lado, e leves e mais "ricos" por dentro.
Em seguida foi finalmente a vez da escritora traçar o seu percurso pessoal e profissional de uma forma simples e salpicada de sentido de humor.
Os alunos e Professores presentes ouviram-na com bastante interesse, principalmente quando falou da importância da escrita na vida dela e de como começou a despertar para esta competência.
As Professoras Margarida Costa e Margarida Gonçalves deram, novamente, seguimento às actividades propostas para este evento: um grupo de alunos do 7ºE fez a leitura expressiva do Capítulo I do livro "O Peixe Azul"; e outro grupo, do 7º C fez a leitura expressiva da passagem que mais gostaram do livro.
Depois houve um espaço para os alunos apresentarem as suas perguntas à escritora.
Muitos, mesmo muitos, foram os braços que se levantaram!
Todos ouviram com muita atenção as respostas dadas de uma maneira simples, descontraída e pedagógica, forma como sempre conduziu o diálogo com os alunos.
Para concluir o encontro e como forma de agradecimento da sua "presença" na nossa escola, uma aluna do 7º E, declamou de forma expressiva o poema "É urgente o amor", de Eugénio de Andrade.
No final, era grande a fila dos alunos que queriam ficar com uma recordação, tão contentes estavam com a experiência vivida. Os alunos pediram-lhe que autografasse os seus livros e os seus trabalhos subordinados ao tema do "peixe" e realizados em interdisciplinariedade com a colega Celeste Gonçalinho da Disciplina de Educação Visual.
No fim, comentávamos "ainda bem que já nos conhecemos"! Para o ano volta cá, ok?
Que boa ideia que tiveram os nossos colegas da Biblioteca em convidar esta escritora!

Mas não é tudo.... As fotografias chegarão em breve!

As Coordenadoras

domingo, 1 de março de 2009

As minhas leituras

Cá na família, se perguntavam por mim diziam: «- Deve estar a ler...». Fui criada naquele tempo em que não havia televisão durante o dia e não me deixavam ir para a rua brincar. Fui criada com uma avó analfabeta e, por isso, aprendi a ler cedo para lhe ensinar. O que já não consegui a tempo.
Então, davam-me livros para eu ficar sossegada a ler. Eu lia qualquer livro do princípio ao fim e recomeçava. E os livros ficavam comigo, nunca me deixavam. Fui lendo tudo o que me aparecia (e que nem sempre era adequado à minha idade... Não foi isso que fez de mim pior pessoa) em todas as idades. E ainda hoje ponho os livros em primeiro lugar. Se calhar (e agora vão processar-me...) até antes da família e dos amigos.
Posso ter encontrado livros menos interessantes (há sempre uns que custam e alguns poucos que não se deixam ler por mim) mas a maioria fez as minhas delícias e fez com que o meu mundo se alargasse. Apesar de já poder ir onde quero (ao contrário de quando era criança), muitas vezes prefiro ir lá através da palavra escrita. Porque ler é viajar e descobrir outras coisas e pessoas e também quem somos ou quem poderíamos ser. Mesmo hoje, tão tecnológicos que somos, ler leva-nos mais longe. Sejam livros ditos «difíceis», sejam obras fantásticas ou populares, há lugar para descobrir tudo e mais alguma coisa? O que me dizem, vai uma leitura?