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domingo, 15 de março de 2009

A Rapariga das Laranjas

Ficha de leitura recreativa

* Identificação do livro

Autor: Jostein Gaarder

Titulo: A Rapariga das Laranjas

Editorial Presença


Após associação da imagem da capa ao título da obra, imagina o que vai ser a história narrada no livro:

A capa está associada ao tema, pois o livro intitula-se “ A Rapariga das Laranjas” e na imagem aparece uma rapariga com um saco muito grande de laranjas e algumas espalhadas mais abaixo. Deduzo portanto que esta será uma das personagens centrais e principais da história.

* Contracapa

o Selecciona a frase em que, em teu entender, melhor contribui para despertar o interesse pela leitura da obra.

“Nada o demove, nem a vastidão da cidade nem o facto de nada saber dela, nem sequer o nome.” Remete-nos para uma história de amor, daquelas histórias praticamente impossíveis, mas das quais não se desiste e se luta até ao fim. Outra frase que me despertou o interesse foi “Procura-a com todo o entusiasmo da juventude, enquanto imagina quem poderá ser, o que fará e qual a razão que a leva a atribuir um tão grande valor às laranjas que ele, desastradamente, fez rolar por terra nesse primeiro encontro.”, pois significa que a historia aborda um mistério que encanta e move o protagonista.

* Opinião pessoal

Aconselho este livro a pessoas que gostem de histórias sentimentais pois é uma história que é escrita de um pai para um filho, onze anos antes quando estava à beira da morte e, sabendo que ia morrer, escreve-lhe a contar aquilo que não seria possível contar em vida. É uma carta de amor, de mistério, de pura magia e, acima de tudo um hino à vida. Nesta carta recorre-se muito à valorização da vida, que não sabemos até quando vai durar, não sabemos o que o futuro nos reserva e devemos, assim, aproveitá-la ao máximo. Recomendo ainda a quem goste de histórias com conhecimentos científicos e algo reais, pois também estes estão presentes.

* Resumo

A Rapariga das Laranjas é nada mais, nada menos do que uma carta que um pai escreve ao filho que não poderá ver crescer. É ainda o relato na primeira pessoa de uma história de amor, que à primeira vista parece impossível mas que afinal não o é. É ainda um apelo à vida e ao proveito de todos os momentos ao máximo.

A história começa quando os avós de Georg lhe entregam uma carta escrita pelo seu pai 11 anos antes, quando estava prestes a morrer. O seu pai morreu quando ele tinha apenas 4 anos e, por isso, poucas memórias tem dele. De facto, ao princípio este não percebe o intuito daquela carta, que tanto sofrimento lhe traz. Mas à medida que a lê, apercebe-se que aquela é mais uma lição de vida que seu pai está a tentar ensinar-lhe, provavelmente a única.

Pormenor a pormenor, o seu pai vai descrevendo uma história de amor difícil e misteriosa. Mais misterioso é o inicio e o decorrer da historia, acabando por ser trágica.

Tudo começa quando, num eléctrico, Jan Olav repara numa jovem rapariga que transportava um enorme saco de laranjas, vestida com um anoraque amarelo. Mas após uma troca de olhares, ele comete o erro de a tentar “socorrer”, acabando porém por fazer tombar o saco das laranjas. A partir daí nasce um fascínio inexplicável, mas mútuo, entre a rapariga e o rapaz. A partir daí ele faz de tudo para a encontrar, tentado desesperadamente que isso acontecesse.

Foi assim que lhe foi contando grande parte das suas tentativas, mesmo as mais humilhantes e frustradas, as suas esperanças, os seus desejos, desconfianças (algumas bem absurdas), medos, ansiedades, sentimentos, tudo para encontrar aquela enigmática rapariga das laranjas… Depois disto voltaram a encontrar-se num café onde trocaram apenas olhares. Conseguiu encontrá-la num mercado, a escolher laranjas… e uma vez mais isto fez nascer novas suspeitas nele. Viu-a ainda na missa de Natal. No final, conversaram, com a chuva caindo sobre eles, numa conversa enigmática, rigorosa, com regras que mesmo sem serem expressados, ambos sabiam que existiam.

Durante essa conversa, ela propõe-lhe um acordo: o único possível acordo entre eles. Se ele estivesse disposto a esperar por ela durante 6 meses, então poderia estar com ela todos os dias dos 6 meses seguintes.

Assim, ele ia-se alimentando da esperança de mais tarde poder estar com ela. Porém, quebra o acordo e, no seguimento de uma suspeita que, embora fundamentada não deixava de ser arriscada, viaja até Espanha.

Aí encontra a rapariga das laranjas e, ao longo de uma conversa, desvendam todos os mistérios acabando por se envolver mais seriamente. Pouco tempo depois casam e acaba por nascer Georg. Tudo isto é descrito na carta mais pormenorizadamente.

Em comum, Georg descobre o interesse pelo espaço, pela ciência, que tanto fascinava o seu pai também.

Ao longo da carta ele vai mencionando alguns factos da sua vida com a mãe de Georg e posteriormente com ele também.

A carta é longa e Georg faz algumas pausas nas quais sai do quarto e se depara com a ansiedade e as perguntas dos familiares curiosos. Porém, este apenas lhes comunica que sim, poderão ler a carta, mas apenas passada uma semana… para ele ter tempo de reflectir sobre a mensagem que o pai lhe tentou transmitir e, também, responder à pergunta que ele lhe colocou: “Uma passagem breve pela Terra cheia de felicidade, mesmo sabendo que um dia iria morrer ou recusaria a oferta logo à partida?”

Luísa Pereira, nº14, 9ºF 2008/09

A VINDA À NOSSA ESCOLA DA ESCRITORA MARGARIDA FONSECA SANTOS


Foi FIXE falar do "FiSH"... e não só!!!!
Finalmente chegou o dia 6 de Março!
Os alunos estavam eufóricos porque iam conhecer, ao vivo, a escritora Margarida Fonseca Santos, autora do livro O Peixe Azul, que andávamos há meses a ler na sala de aula, deixando os alunos suspensos e entusiasmados para o capítulo seguinte. É que o primeiro texto do nosso Manual do 7º ano é praticamente o primeiro capítulo deste livro!
Num ambiente de descontracção e de muita alegria, as Turmas do 7ºC, 7ºE e 7ºF foram-se sentando na Sala de Reuniões.
A Coordenadora da Biblioteca, a Professora Cristina Pinho, fez as devidas apresentações formais e depois remeteu a palavra para as Coordenadoras do Plano Nacional de Leitura.
A Professora Margarida Costa deu então início à primeira actividade: uma aluna do 7ºC apresentou a escritora a partir de uma pequena Biografia que preparou para a ocasião. Em seguida, a Professora Margarida Gonçalves completou com umas simples frases a biografia, salientando o "saber ouvir", característico da "Margarida FS", como ela insistia que lhe chamássemos, que nos deixa vazios por um lado, e leves e mais "ricos" por dentro.
Em seguida foi finalmente a vez da escritora traçar o seu percurso pessoal e profissional de uma forma simples e salpicada de sentido de humor.
Os alunos e Professores presentes ouviram-na com bastante interesse, principalmente quando falou da importância da escrita na vida dela e de como começou a despertar para esta competência.
As Professoras Margarida Costa e Margarida Gonçalves deram, novamente, seguimento às actividades propostas para este evento: um grupo de alunos do 7ºE fez a leitura expressiva do Capítulo I do livro "O Peixe Azul"; e outro grupo, do 7º C fez a leitura expressiva da passagem que mais gostaram do livro.
Depois houve um espaço para os alunos apresentarem as suas perguntas à escritora.
Muitos, mesmo muitos, foram os braços que se levantaram!
Todos ouviram com muita atenção as respostas dadas de uma maneira simples, descontraída e pedagógica, forma como sempre conduziu o diálogo com os alunos.
Para concluir o encontro e como forma de agradecimento da sua "presença" na nossa escola, uma aluna do 7º E, declamou de forma expressiva o poema "É urgente o amor", de Eugénio de Andrade.
No final, era grande a fila dos alunos que queriam ficar com uma recordação, tão contentes estavam com a experiência vivida. Os alunos pediram-lhe que autografasse os seus livros e os seus trabalhos subordinados ao tema do "peixe" e realizados em interdisciplinariedade com a colega Celeste Gonçalinho da Disciplina de Educação Visual.
No fim, comentávamos "ainda bem que já nos conhecemos"! Para o ano volta cá, ok?
Que boa ideia que tiveram os nossos colegas da Biblioteca em convidar esta escritora!

Mas não é tudo.... As fotografias chegarão em breve!

As Coordenadoras

domingo, 1 de março de 2009

As minhas leituras

Cá na família, se perguntavam por mim diziam: «- Deve estar a ler...». Fui criada naquele tempo em que não havia televisão durante o dia e não me deixavam ir para a rua brincar. Fui criada com uma avó analfabeta e, por isso, aprendi a ler cedo para lhe ensinar. O que já não consegui a tempo.
Então, davam-me livros para eu ficar sossegada a ler. Eu lia qualquer livro do princípio ao fim e recomeçava. E os livros ficavam comigo, nunca me deixavam. Fui lendo tudo o que me aparecia (e que nem sempre era adequado à minha idade... Não foi isso que fez de mim pior pessoa) em todas as idades. E ainda hoje ponho os livros em primeiro lugar. Se calhar (e agora vão processar-me...) até antes da família e dos amigos.
Posso ter encontrado livros menos interessantes (há sempre uns que custam e alguns poucos que não se deixam ler por mim) mas a maioria fez as minhas delícias e fez com que o meu mundo se alargasse. Apesar de já poder ir onde quero (ao contrário de quando era criança), muitas vezes prefiro ir lá através da palavra escrita. Porque ler é viajar e descobrir outras coisas e pessoas e também quem somos ou quem poderíamos ser. Mesmo hoje, tão tecnológicos que somos, ler leva-nos mais longe. Sejam livros ditos «difíceis», sejam obras fantásticas ou populares, há lugar para descobrir tudo e mais alguma coisa? O que me dizem, vai uma leitura?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Para quem este blogue?

Estamos numa Escola. O nosso público principal são os Alunos. Além deles, esperamos ser visitados por Colegas e por outros membros da nossa comunidade escolar: Funcionários e Encarregados de Educação. Claro que estamos abertos a quem passa e muito nos agradaria receber os vossos comentários!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Porquê um blogue?

Para escrever... sobre ler. Para divulgar, para mostrar... o que lemos! Para trocar ideias, para conhecer gente, para espalhar a mensagem: ler é saber mais, ler não é maçada, ler é aprender, viver.